GT de programa de gás começa a trabalhar
Da Redação, de Brasília (com apoio do MME) —
O Grupo de Trabalho do Programa Gás para Empregar realizou a primeira reunião nesta quarta-feira, 26 de julho, no Ministério de Minas e Energia (MME), e aprovou diretrizes e metodologias do GT, que tem como objetivo a elaboração de estudos visando aumentar a oferta de gás natural da União no mercado brasileiro. A nova política prevê a atração de R$ 94 bilhões em investimentos e a geração de 342 mil empregos.
O colegiado foi instituído em março deste ano, durante a primeira reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que contou com a presença do presidente Lula. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a importância do programa para o desenvolvimento da economia e a reindustrialização do país.
“O Programa Gás Para Empregar vai aumentar a oferta de gás natural, estimular a criação de infraestrutura de escoamento e transporte, bem como viabilizar sua utilização como matéria-prima para a indústria de fertilizantes, química, assim como a geração de energia. É um programa que visa o processo de reindustrialização nacional através do gás. Uma política bem elaborada e efetiva de aumento do fornecimento de gás natural tem potencial de elevação do emprego, renda e segurança energética e alimentar para a nossa população”, afirmou o ministro.
Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil receberá R$ 94 bilhões em investimentos do setor privado, com alocações em unidades de fertilizantes no valor aproximado de R$ 39 bilhões, unidades de processamento de gás e rotas de escoamento, com cerca de R$ 15 bilhões para cada segmento e, ainda, R$ 25 bilhões para gasodutos de transportes. A previsão é de que sejam criados 342 mil postos de empregos, segundo a empresa.
A reunião inaugural do grupo contou com a participação de representantes de todos os 14 órgãos e entidades públicas que compõem o GT. Durante o encontro, foi aprovada a criação de cinco comitês temáticos interministeriais que vão discutir e elaborar propostas para o desenvolvimento das ações. São eles: Disponibilidade do Gás Natural (GN); Acesso ao mercado de Gás Natural (GN); Modelo de Comercialização de gás natural da União; Gás para o setor produtivo; e Papel do GN na Transição Energética.
Objetivos
Dentre os objetivos do GT e dos comitês temáticos estão aumentar a disponibilidade de gás natural para o mercado nacional; avaliar medidas para redução dos volumes reinjetados além do tecnicamente necessário; aumentar o número de ofertantes de gás natural no mercado doméstico; Aumentar a oferta de gás natural da União no mercado doméstico.
O grupo visa também aumentar a disponibilidade de gás natural para os setores produtivos (como a produção nacional de fertilizantes nitrogenados, produtos petroquímicos e outros), reduzindo a dependência externa de insumos para as cadeias produtivas nacionais; e identificar estratégias e mecanismos para alinhamento à transição energética dos esforços de desenvolvimento do mercado de gás natural e investimentos relacionados.
As reuniões da coordenação do GT serão realizadas a cada 15 dias, enquanto as de cada um dos comitês serão semanais. Elas devem ocorrer até 09 de novembro, com possibilidade de prorrogação dos trabalhos por mais 120 dias, caso necessário.
Silveira recebe ex-dirigentes
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, recebeu nesta quarta-feira, 26 de julho, especialistas do setor elétrico que atuaram na gestão pública. O objetivo foi estreitar o diálogo e também fez o convite para que eles contribuíssem com ideias para a solução das assimetrias históricas do setor, participando de reuniões periódicas com a equipe do Ministério de Minas e Energia (MME). Participaram ex-dirigentes da Aneel, ONS, Ana e CCEE.
“Estamos recebendo especialistas que são reconhecidamente as mentes mais experientes do setor elétrico brasileiro, para que, juntos, possamos pensar o setor, debater e encontrar soluções para problemas que são extremamente desafiadores. Nós vivemos uma dicotomia entre um discurso e prática de desenvolver, organizar e inovar o setor com energias limpas e renováveis, e a contribuição de vocês será muito importante”, disse o ministro Alexandre Silveira durante a reunião.
“Queremos continuar estimulando o crescimento da geração, os investimentos – nacionais e internacionais – para o setor elétrico, mas sempre pensando no consumidor regular, a fim de combater a desigualdade no Brasil, por meio do desenvolvimento da indústria, geração de emprego e renda, construindo um melhor cenário para todos os cidadãos”, disse Alexandre Silveira.