Cinco empresas interessadas em ficar com ativos da Duke Energy
Maurício Corrêa, de Brasília —
Muita expectativa no mercado de energia elétrica com a possibilidade de divulgação, a qualquer momento, do resultado de venda dos ativos da geradora norte-americana Duke Energy no Brasil. Este site apurou que o processo de “due diligence” aberto pela Duke foi visitado por cinco empresas, que conheceram os livros contábeis e enviaram representantes para visitar as usinas: Brookfield, Engie, Iberdrola, CTG e o fundo de private equity The Blackstone Group.
Os envelopes das empresas interessadas em assumir os negócios da Duke no Brasil já foram encaminhados aos advogados dos atuais controladores. No mercado, fala-se que o prazo dado pela Duke para anunciar o nome da empresa vencedora seria divulgado no último dia 12. Como já se passaram mais de duas semanas, fontes do mercado entendem que o negócio está nos “finalmentes” e que a qualquer instante será comunicado ao público.
A Duke surpreendeu o mercado brasileiro e internacional, quando, em 04 de fevereiro passado, distribuiu um comunicado informando que estava interessada em sair do mercado latino-americano e que estava aberta para receber propostas pelos seus negócios na América do Sul e na América Central, compreendendo Argentina, Brasil, Chile, Equador, El Salvador, Guatemala e Peru.
Na oportunidade, foi anunciado que a empresa americana estava disposta a se desfazer de 4,4 mil megawatts de capacidade instalada nesses países, sendo 2/3 na forma de usinas hidrelétricas. A metade dos negócios da Duke na América Latina está no Brasil, sendo oito hidrelétricas ao longo do rio Paranapanema e duas pequenas centrais hidrelétricas no rio Sapucaí-Mirim. No Brasil, a Duke tem uma capacidade instalada de 2,274 mil megawatts, constituindo-se no principal investimento internacional da Duke Energy Corporation.
Esse negócio tem algumas sutilezas. A começar pelo fato que a Duke inicialmente demonstrou interesse em vender para o mesmo comprador apenas um pacote completo dos seus ativos na América do Sul e na América do Sul, em bloco. Entretanto, o site Paranoá Energia apurou que os chineses da CTG (China Three Gorges), que no meio deste ano assumiram as operações das hidrelétricas de Ilha Solteira e Jupiá, no rio Paraná, a princípio estariam interessados apenas nos ativos da Duke no Brasil, descartando eventual interesse pelos negócios em outros países.