Equatorial conquista sete lotes e entra na transmissão
A forte presença da Equatorial no leilão de projetos de transmissão que ocorreu nesta sexta-feira, 28 de outubro, quando conquistou sete lotes, marcando a entrada da companhia no segmento, é resultado de mais de um ano de planejamento, disse o presidente do Conselho de Administração da empresa, Firmino Ferreira Sampaio Neto. “Dentro do nosso planejamento estratégico tínhamos a visão de que deveríamos entrar na área de transmissão de energia”, afirmou, acrescentando que a companhia constituiu uma empresa focada no segmento em setembro do ano passado.
“Vamos ter o desempenho na área de transmissão tão semelhante ou superior àquele que temos na área de distribuição”, disse o executivo. A Equatorial é considerada pelo mercado como uma companhia de alta performance, com um histórico de recuperação de ativos de distribuição complicados como a Cemar, distribuidora maranhense, e a Celpa, distribuidora do Pará.
Segundo o executivo, a Equatorial vinha estudando detalhadamente os projetos “para não entrar em projeto de aventura” e chegou a se cadastrar para a disputa de outros lotes além dos sete que conquistou. “Paramos no momento certo”, afirmou.
Ele destacou a conquista do lote 23, o último que a companhia obteve. “Fizemos um adicional, não podíamos deixar o Pará, onde temos uma concessão de distribuição, sem um ativo que é de fundamental importância para a vida da empresa”, disse, comentando que o lote havia sido ofertado em leilões anteriores, sem que houvesse interessados.
“Nossa vida empresarial é pautada pelo estrito senso de responsabilidade, não colocamos o pé onde não podemos alcançar”, disse, ao procurar dizer que a companhia tem fôlego para tocar os sete empreendimentos, que exigirão mais de R$ 3,9 bilhões. Ele lembrou que a companhia tem baixo nível de endividamento e gestão financeira “eficaz”. “Os passos que estamos dando foram previamente programados, sem arrobo, sem ansiedade de ganhar tudo, mas ganhar aquilo para o qual se sentia a vontade, se sentia com competência para executar”, disse, salientando que os lotes que a companhia buscou possuem alguma semelhança com trabalho que a companhia já faz na subtransmissão.
Questionado sobre a estrutura financeira que vai adotar, tendo em vista que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) modificou as condições ofertadas a novos projetos de transmissão, passando a oferecer taxas de mercado, em vez da TJLP indicada anteriormente, Firmino sinalizou que pode buscar outras alternativas. “Não podemos ficar restritos a uma instituição”, disse, acrescentando que a companhia tem “boa articulação” do ponto de vista financeiro.
CTEEP
A Cteep informou que os recursos para a implantação dos empreendimentos arrematados nesta sexta-feira, 28 de outubro, em leilão de transmissão serão obtidos através de aportes de capital dos acionistas. Segundo a empresa, os projetos buscarão também apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do mercado de capitais através de Debêntures de Infraestrutura e demais fontes de financiamento.
“As conquistas fazem parte da estratégia de retomada do crescimento da companhia, por meio de investimento na implementação de infraestrutura e operação de novos empreendimentos, que contribuirão para a expansão do sistema de transmissão de energia elétrica do Brasil”, disse a empresa em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Além disso, os projetos podem proporcionar sinergias com operações existentes em Minas Gerais e Espírito Santo.
A empresa foi vencedora em três lotes do leilão de transmissão promovido hoje pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Foram arrematados os lotes 3 e 4, através do Consorcio Columbia, do qual participa em parceria com Taesa, na proporção igualitária de 50%; e o lote 21, de forma individual.