PLD permanece estável com valor de R$ 481,66/MWh
Da Redação, de Brasília (Com apoio da CCEE) —
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE informou que o Preço de Liquidação das Diferenças – PLD para o período entre 11 e 17 de novembro passou de R$ 483,21/MWh para R$ 481,66/MWh nos submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, ficando praticamente estável. Os preços permanecem equalizados entre todos os submercados, uma vez que os limites de intercâmbio entre eles não foram atingidos em nenhum patamar de carga.
Houve piora na previsão de afluências para o Sistema, ao longo de novembro, com ENAs passando de 92% para 88% da Média de Longo Termo – MLT. A redução é esperada no Sudeste (de 97% para 96% da MLT) e no Sul (de 131% para 114%). No Nordeste (de 20% para 22%) e, principalmente no Norte (de 42% para 50%), houve melhora na expectativa de afluências para o período.
Já a carga esperada para o Sistema, nos próximos sete dias, deve ficar em torno de 850 MWmédios mais baixa, redução prevista no Sudeste (-700 MWmédios) e no Nordeste (-150 MWmédios). Nos submercados Sul e Norte, a carga permanece inalterada frente à última previsão.
Os níveis dos reservatórios do Sistema elevaram-se cerca de 1.400 MWmédios quando comparados à previsão da semana anterior. As elevações foram verificadas em todos os submercados, exceto no Nordeste (-50 MWmédios). Os níveis subiram no Sudeste (+610 MWmédios), Sul (+645 MWmédios) e Norte (+205 MWmédios).
O fator de ajuste do MRE previsto para novembro foi revisto de 68% para 66,2%. A previsão de Encargos de Serviços do Sistema – ESS para o período é de R$ 21,5 milhões, sendo R$ 16 milhões referentes à segurança energética.
Já os custos decorrentes do descolamento entre o CMO e o PLD, que remuneram as usinas que são despachadas por ordem de mérito e estão acima do preço máximo, são estimados em R$ 9 milhões para novembro.
Dados de consumo
Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 31 de outubro indicaram aumento de 3,1% no consumo e de 2,4% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2016. As informações constam da mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.
Em outubro, o consumo de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN somou 61.909 MW médios, aumento de 3,1% na comparação com o consumo ao longo de outubro do ano passado. No Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, o boletim aponta elevação de 12,4% no consumo, índice que já leva em conta as novas cargas de consumidores vindas do mercado cativo (ACR). Sem a presença dessas cargas na análise, o ACL teria aumento de 1,3% no consumo.
O consumo no Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, ficou praticamente estável, registrando queda de apenas 0,3%, índice que reflete a migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Haveria alta de 4% no consumo, caso a migração fosse desconsiderado na análise.
Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores de veículos (+9,2%), têxtil (+4,7%) e de saneamento (+4,4%) registraram incremento no consumo, mesmo quando a migração é desconsiderada. Nesse mesmo cenário, os maiores índices de retração pertencem aos segmentos de bebidas (-4,1%), químico (-3,5%), e de extração de minerais metálicos (-2,4%).
A análise indica ainda que, em outubro, a geração de energia no Sistema totalizou 63.620 MW médios, montante 2,4% superior à produção em 2016. O crescimento é impulsionado pelo incremento de 25,8% na geração das usinas térmicas e de 32% das eólicas. A geração hidráulica, que inclui grandes e Pequenas Centrais Hidrelétricas, foi 9,2% inferior à produção de energia no mesmo período do ano passado. Além disso, foi identificado intercâmbio internacional de 184,1 MW médios para este período.
Liquidação financeira
A CCEE finalizou nesta quinta-feira, 09 de novembro, a liquidação financeira do Mercado de Curto Prazo (MCP) referente a setembro de 2017, que movimentou R$ 2,73 bilhões dos R$ 8,27 bilhões contabilizados. Do valor não pago, R$ 4,66 bilhões (56%) estão relacionados com liminares de risco hidrológico (GSF) no mercado livre e R$ 880 milhões representam outros valores em aberto na liquidação.
Os agentes amparados por decisões que determinam a incidência regular das normas vigentes perceberam adimplência de 27,5% e os agentes que possuem decisões judiciais vigentes para não participar do rateio da inadimplência, oriunda de liminares do GSF, perceberam adimplência próxima de 88%. Após a operacionalização dessas decisões judiciais, os demais agentes credores, ou seja, aqueles que não possuem liminares relacionadas ao rateio da inadimplência, perceberam adimplência próxima de 16%.
Os valores ainda incluem o pagamento dos excedentes da Conta de Energia de Reserva – Coner oriundos do provisionamento do Encargo de Energia de Reserva – EER que totalizam R$ 1,495 bilhão. O montante já considera o pedido da Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica – Abradee, homologado pela Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, conforme Despacho 3.677/2017, e que liberou um excedente maior da Coner a crédito dos usuários de energia de reserva (inclusive as distribuidoras de energia), rateado entre eles, conforme Regras de Comercialização.
A CCEE reforçou que tem atuado na esfera jurídica para garantir o tratamento isonômico de todos os agentes e a aplicação das regras de comercialização. E que, ao mesmo tempo, permanece aberta ao diálogo com os agentes e instituições do setor para encontrar uma solução de consenso para a judicialização no mercado. A operação, realizada pela CCEE, envolveu 6.446 agentes, sendo 442 devedores e 6.004 credores.