MME considera eólica fundamental para cumprir metas da COP 21
Da Redação, de Brasília (Com apoio do MME) —
As fontes eólicas serão fundamentais para que o Brasil possa cumprir as metas de geração de energia renovável assumidas na COP 21, afirmou nesta terça-feira, 30 de agosto, no Rio de Janeiro, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Eduardo Azevedo, durante a abertura do sétimo Brazil Wind Power.
O secretário lembrou que, no acordo assinado no final de 2015, o país se comprometeu a expandir o uso doméstico de energia gerada por fontes renováveis, além da energia hídrica, para ao menos 23% da matriz elétrica, até 2030. Nesse contexto, segundo Azevedo, a geração a partir de fontes eólicas tem papel de destaque, principalmente pelos avanços verificados nos últimos anos. “A fonte eólica tem o segundo menor preço de energia da matriz energética nacional e gera cerca de 30 mil empregos por ano, em toda a cadeia de valor”, disse.
O secretário também destacou os desafios do setor de energia elétrica, que passam por temas como o aperfeiçoamento dos modelos computacionais de acompanhamento e proteção do sistema e o avanço nas redes inteligentes. “Precisamos aperfeiçoar os modelos, premissas e dados que usamos para o planejamento da expansão e da operação do setor energético, bem como o monitoramento da implantação dos investimentos planejados, de forma a criar mecanismos de maior previsibilidade e assertividade”, avaliou.
Para isso, segundo ele, será necessário adequar todas as etapas do planejamento, da construção, da operação e da manutenção dos sistemas de transmissão e distribuição ao novo contexto, onde as fontes intermitentes e sazonais têm cada vez mais participação na matriz.
Azevedo lembrou também que o Brasil é um país privilegiado, com abundância de recursos naturais, com sinergias entre as fontes energéticas. Como exemplo, ele citou o primeiro parque híbrido do país, em Tacaratu (PE), que gera energia eólica e solar conjuntamente.