PLD sobe em todos os submercados
Da Redação, de Brasília (Com apoio da CCEE) —
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) informou que o Preço de Liquidação das Diferenças – PLD para o período entre 1 e 7 de julho apresentou crescimento em todos os submercados e ficou equalizado em R$ 233,32. No Sudeste, o aumento foi de 45%, saindo de R$ 160,62/MWh. O preço no Sul, que era de R$ 91,44/MWh, saltou 155%. Já nos submercados Norte e Nordeste, o crescimento foi de 30%, pois ambos estavam em R$ 178,85/MWh.
Os preços se equalizaram entre os submercados, uma vez que os limites de intercâmbio entre eles não foram atingidos em nenhum patamar de carga.
s afluências previstas para o Sistema, em julho, estão em torno de 78% da Média de Longo Termo – MLT, ficando abaixo da média em todos os submercados. O crescimento no PLD em todo o País é explicado, principalmente, pela redução nos índices estimados de afluências. A expectativa para o Sudeste é de 86% da MLT, no Sul é de 80% e no Norte é de 59%. O Nordeste apresenta o pior índice, ficando em 33% da MLT.
Já a previsão de carga para a próxima semana deve ficar em torno de 340 MWmédios mais baixa que a expectativa anterior, com retração sobretudo no Sudeste, em 370 MWmédios, pela previsão de queda nas temperaturas, e no Nordeste, em 50 MWmédios. Para o Sul é esperado crescimento em torno de 80 MWmédios, enquanto o Norte não teve variação.
Os níveis dos reservatórios do SIN ficaram em torno de 615 MWmédios abaixo do esperado, com queda observada nos submercados Sudeste (-610 MWmédios) e Sul (-120 MWmédios). No Nordeste, os níveis ficaram cerca de 105 MWmédios mais altos e, no Norte, se mantiveram praticamente estáveis.
O fator de ajuste do MRE previsto para junho tem estimativa de 78% e a previsão para julho de 2017 é de 69,3%. A estimativa para os Encargos de Serviços do Sistema – ESS prevista para junho de 2017 está em R$ 127 milhões, sendo R$ 54 milhões referentes à restrição operativa. Para julho, a previsão é R$ 36 milhões, sendo R$ 32 milhões referentes à segurança energética.
Geração e consumo em junho
Dados preliminares de medição coletados de 1º a 27 de junho apontam aumento na geração e no consumo de energia no País, de 0,5% e 0,2%, respectivamente, na comparação com o mesmo período do ano passado. As informações constam da mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.
A geração de energia no Sistema Integrado Nacional – SIN ao longo de junho registrou 60.648 MW médios perante 60.367 MW médios no mesmo período do ano passado. O principal impulsionador foi a geração das eólicas, que apresentaram aumento de 30,6%. A geração das térmicas registrou queda de 2,8%, devido, principalmente, à diminuição na produção das usinas termelétricas a carvão mineral (-35,7%). As hidráulicas tiveram retração de 1,2% na geração.
O consumo de energia, ao longo do período, somou 57.881 MW médios, ficando praticamente no mesmo patamar do ano passado (+0,2%), que teve 57.752 MW. Houve queda de 5% no consumo do Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, montante influenciado pela migração de consumidores para o mercado livre. Caso esse efeito fosse desconsiderado, o consumo no período teria aumentado 1,2%.
Já no Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores, o consumo com as novas cargas vindas do mercado cativo cresceu 14,8%, número que apresentaria retração de 2,2% sem o movimento de migração.
Entre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os maiores índices de aumento no consumo de energia no período pertencem aos segmentos de comércio (96,5%); telecomunicações (85,1%); e saneamento (71,9%), variações analisadas sob o efeito da migração para o mercado livre.
O InfoMercado Semanal Dinâmico também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em junho, o equivalente a 80,48% de suas garantias físicas, ou 43.391 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi quase o mesmo (79,48%).