Lucro líquido da Engie cresce 15,6% no 1º tri
Da Redação, de Brasília (com apoio da Engie) —
No primeiro trimestre de 2019, a Engie Brasil Energia manteve o bom desempenho realizado durante todo o ano passado. A Companhia teve crescimento de 15,6% no lucro líquido, 25,1% na receita operacional líquida e 15,9% no Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em comparação com o primeiro trimestre de 2018.
Outras realizações ocorreram já no início do segundo trimestre deste ano, como: a entrada do Grupo Engie no setor de gás com a aquisição de participação na Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG), da Petrobras; e a entrada em operação comercial do Conjunto Eólico Umburanas, na Bahia, que adicionou 360 MW à capacidade instalada própria da Engie, de 8.365,5 MW.
“Uma vez mais, mostramos sólidos e significativos níveis de crescimento para todos os relevantes indicadores financeiros e operacionais”, comenta o diretor-presidente Eduardo Sattamini. Ele lembra que a Companhia encerra o primeiro trimestre com a mesma consistência que vem pautando os resultados nos últimos períodos. “A caminhada firme em busca dos objetivos, apoiada por nossas convicções e pelo nível de entrega do time, nos mantém nos trilhos para materializar a estratégia de nos consolidamos um player chave na infraestrutura de energia no Brasil”, complementa o executivo.
Nos três primeiros meses deste ano, a receita operacional líquida da Companhia foi de R$ 2,3 bilhões, 25,1% acima do montante apurado no mesmo período do ano passado. Dos fatores que mais contribuíram para o aumento estão as operações de trading de energia, as operações no mercado de curto prazo, o aumento do volume e do preço médio da energia vendida e a receita com venda de painéis solares.
O Ebitda da Engie alcançou R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2019, 15,9% acima do realizado no mesmo período do ano passado. A elevação é consequência, principalmente, do aumento do volume e do preço médio líquido de venda de energia, além da redução do custo de compras de energia para gestão do portfólio e do melhor resultado nas transações no mercado de curto prazo, entre outras. A margem Ebitda foi de 51,9%, redução de 4,1 pontos percentuais em relação ao 1T18, consequência, principalmente, do incremento das operações de trading de energia.
O lucro líquido do trimestre foi R$ 565,5 milhões, 15,6% superior ao do primeiro trimestre do ano passado. Este resultado se deve, entre outros fatores, à elevação de R$ 166,2 milhões no Ebitda, pelos motivos mencionados anteriormente, atenuado pelo aumento das despesas financeiras e com depreciação e amortização fruto dos recentes investimentos na ampliação do parque gerador da Companhia, com consequente aumento do nível de alavancagem.
As ações da Companhia fecharam o primeiro trimestre de 2019 com valorização de 29,4% (R$ 42,71 por ação), superando amplamente o desempenho do Ibovespa e do Índice do Setor de Energia Elétrica (IEEX), que apresentou ganho de 16,6% no 1T19. Com isso, a Engie Brasil Energia encerrou o primeiro trimestre com valor de mercado de R$ 34,8 bilhões.
Investimentos
Nos primeiros três meses deste ano, a empresa investiu R$ 768,9 milhões, dos quais R$ 719,9 milhões foram aplicados em novos projetos: as fases 1 e 2 do Conjunto Eólico Campo Largo; a Termelétrica Pampa Sul; a fase 1 do Conjunto Eólico Umburanas e o Sistema Gralha Azul, linha de transmissão no Estado do Paraná. A empresa investiu também R$ 37,7 milhões nos projetos de manutenção e revitalização do parque gerador e R$ 11,3 milhões nas modernizações das hidrelétricas Salto Santiago e Salto Osório.
Em 5 de abril, o Consórcio Aliança foi vencedor do processo para aquisição de participação na Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG), maior transportadora de gás natural do país, ao apresentar uma oferta para aquisição de 90% das ações da TAG equivalentes a um enterprise value de R$ 35,1 bilhões. O consórcio é formado pela Engie Brasil Energia S.A. (32,5%), pela Engie S.A. (32,5%) e pela Caisse de Dépôt et Placement du Québec – CDPQ (35%). A entrada neste segmento está alinhada à estratégia global da ENGIE de buscar a liderança na transição energética. Após o anúncio do resultado do processo, a Fitch Ratings reafirmou a classificação de risco da Companhia.
Na Reunião do Conselho de Administração, em 17 de abril, foi aprovada a oitava emissão de debêntures simples, no valor de R$ 2,5 bilhões, destinados à formação de capital de giro para financiar a implementação do plano de negócios da Companhia. No dia 24 de abril, o Conjunto Eólico Umburanas, construído na Bahia com investimento de R$ 1,8 bilhão, recebeu autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para entrar em operação comercial completa.
E, finalmente, no dia 26 de abril, a Assembleia Geral Ordinária aprovou a distribuição de dividendos complementares ao exercício findo em 31 de dezembro de 2018, no valor de R$ 76,7 milhões (R$ 0,0940/ação). As ações estão sendo negociadas desde 7 de maio de 2019 e a data de pagamento será definida posteriormente pela diretoria executiva. O total de proventos relativos ao exercício de 2018 foi de R$ 2.272,5 milhões, representando, assim, 100% do lucro líquido distribuível ajustado.
Projetos em construção
Conjunto Eólico Campo Largo – Bahia (Fase II): foi aprovado o início das atividades para implantação do Conjunto Eólico Campo Largo – Fase II, localizado nos municípios de Umburanas e Sento Sé, a aproximadamente 420 km de Salvador, no estado da Bahia. O desenvolvimento da segunda Fase totaliza 361,2 MW de capacidade instalada e 200 MW médios de energia assegurada, com investimento aproximado de R$ 1,6 bilhão. A entrada em operação completa está prevista para o início de 2021.
Usina Termelétrica Pampa Sul – Rio Grande do Sul. A UTE Pampa Sul está sendo implantada em Candiota, estado do Rio Grande do Sul, e terá capacidade instalada de 345 MW. Esta planta utilizará como combustível para geração de energia o carvão mineral de jazida também situada no município. A Usina será conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) pela linha de transmissão de 525 kv, construída pela Companhia, na subestação Candiota II. Pampa Sul está em vias de obter a Licença de Operação.
Projetos em desenvolvimento
Dos projetos em desenvolvimento pela Engie Brasil Energia, dois já estão aptos a participarem dos leilões de energia A-4 e A-6 agendados para este ano. São eles: o Conjunto Eólico Santo Agostinho, no Rio Grande do Norte (800 MW), composto de 24 Sociedades de Propósito Específico (SPEs), cada qual, responsável pelo desenvolvimento de um empreendimento de geração eólica, localizado nos municípios de Lajes e Pedro Avelino, a 120 km de Natal; e o Conjunto Eólico Umburanas – Fase II (300 MW) que conta com licenciamento ambiental regularizado e será futuramente desenvolvido pela empresa ao lado do Conjunto Eólico Campo Largo, capturando sinergias durante a implantação e operação comercial.
Além desses, o Conjunto Eólico Campo Largo – Fase III (250 MW) está em processo de licenciamento ambiental e dois projetos de geração de energia solar fotovoltaica também estão em desenvolvimento: um no Rio Grande do Norte, o Conjunto Fotovoltaico Assu (146,8 MWp), e um na Bahia, o Conjunto Fotovoltaico Alvorada (90 MWp). Ambos estão em fase de medição da irradiação solar e tiveram sua Licença Prévia emitida, estando aptos a participar de leilões de energia nova. A Empresa possui ainda um projeto para implantação de uma usina termelétrica a gás natural, a UTE Norte Catarinense (600 MW) no município de Garuva, em Santa Catarina.