Tarifa de energia elétrica na Enel Rio terá aumento médio de 16,86%
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 15, um aumento médio de 16,86% nas contas de luz dos clientes atendidos pela Enel Distribuição Rio. A empresa é responsável pelo atendimento de cerca de 2,7 milhões de unidades consumidoras no Rio de Janeiro. Os novos valores passam a valer a partir desta terça-feira.
Para os consumidores atendidos em alta tensão (como as grandes indústrias), o efeito médio será de 15,38%. Já para os consumidores residenciais, atendidos em baixa tensão, o aumento será de, em média, 17,39%.
Os mecanismos adotados para mitigação dos efeitos tarifários, como o uso de créditos do PIS/Cofins cobrados indevidamente no passado e o socorro financeiro autorizado para bancar despesas decorrentes da crise hídrica, tiveram impacto de -11,19% no reajuste. Sem essas medidas, o reajuste médio seria ainda mais expressivo, de quase 28%.
Tarifas da Light sobem 14,68%
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 15, um aumento médio de 14,68% nas contas de luz dos clientes atendidos pela Light, concessionária de distribuição de energia que atua no Rio de Janeiro. A empresa atende cerca de 4,5 milhões de unidades consumidoras de 37 municípios do Estado. Os novos valores passam a valer a partir desta terça.
Os efeitos do reajuste serão diferentes para cada grupo de consumidores, devido à variação dos custos que compõem as tarifas de energia.
Para os consumidores atendidos em alta tensão (como as grandes indústrias), o efeito médio será de 12,89%. Já para os residenciais, atendidos em baixa tensão, o aumento será de, em média, 15,53%.
O reajuste aprovado pela Aneel é resultado da chamada “revisão tarifária” da empresa. O processo é realizado pela agência reguladora a cada cinco ou quatro anos, a depender do contrato da distribuidora, para manter o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. Ao longo da apuração, são analisados diversos aspectos do contrato, diferente do que acontece nos reajustes anuais.
Durante a análise do processo, o relator do processo, diretor Efrain da Cruz, afirmou que o reajuste aprovado nesta terça “não é o desejável”, pois está acima dos principais índices de inflação do País. Ele ressaltou ainda o impacto dos encargos setoriais cobrados via contas de luz para todos os consumidores. Segundo a agência reguladora, os encargos contribuíram para um efeito médio de 6,78%.