Sandoval avalia tendência das bandeiras
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, disse nesta quarta-feira, 18, que a tendência é de permanência da bandeira tarifária vermelha ou acionamento da bandeira amarela até o fim do ano. Para ele, o País está entrando em um momento de maior “estresse” para o sistema elétrico.
“A estimativa não fizemos ainda, mas há grande tendência de que permaneça entre amarela e vermelho até o final do ano”, declarou, em conversa com jornalistas em evento da Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE).
Por outro lado, ele avaliou que a situação atual para o sistema elétrico é mais confortável em relação a 2021, quando os reservatórios ficaram abaixo de 30%. Hoje, estão em cerca de 50%
O Ministério de Minas e Energia (MME) estuda uma série de medidas para fazer frente ao impacto do período seco no fornecimento de energia no País. Uma delas é o retorno do horário de verão. Sobre esse tema, Sandoval disse que a Aneel não recebeu, ainda, nenhuma solicitação de avaliação técnica.
Impacto da revisão da bandeira
O diretor-geral da Aneel disse que houve impacto de 0,4% na tarifa de energia com a revisão da bandeira tarifária vermelha 2 para vermelha 1 – o equivalente a R$ 900 milhões. Ele descartou o impacto para o consumidor porque eventual cobrança extra pode ser corrigida.
“A variação de bandeira 2 para 1 varia em R$ 900 milhões ou 0,4% da tarifa, o que se aproxima de uma margem de erro em processos computacionais. O consumidor não foi prejudicado”, garantiu Sandoval, em conversa com jornalistas.
Recentemente, a Aneel revisou a bandeira tarifária de setembro. O patamar passou de vermelho 2, que havia sido anunciado dias antes, para vermelho 1, após uma “inconsistência de dados”. A Agência abriu um processo de fiscalização para apurar o erro de cálculo.
Ausência do quinto diretor
Ele afirmou que a ausência do quinto diretor na diretoria dos órgão regulador tem gerado sobrecarga no colegiado. “Não ter uma composição completa na diretoria é ruim para a sociedade” declarou Sandoval.
O nome para o novo diretor da Aneel está em avaliação no Planalto, segundo informou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, na semana passada.
Sandoval também comentou hoje que – apesar de não ser especialista em clima – a avaliação é que as queimadas atualmente no País podem prejudicar a afluência para os reservatórios das hidrelétricas, com consequente repercussão no sistema elétrico.