Afluências indicam início do período úmido
Da Redação, de Brasília (com apoio do ONS) —
O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) para a semana operativa entre os dias 26 de outubro e 1° de novembro indica a chegada do período tipicamente úmido com as estimativas de Energia Natural Afluente (ENA) para o final do próximo mês. A região Nordeste é o destaque, com ENA de 120% da Média de Longo Termo (MLT).
Na sequência, está o Sudeste/Centro-Oeste, com 89% da MLT. Os dois percentuais são positivos, em especial após um período de afluência muito abaixo da média. Para o Norte e o Sul, as projeções são de 64% e 57%.
“As perspectivas são de que as chuvas observadas no final de outubro, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, devem continuar na primeira quinzena de novembro, marcando o início do período chuvoso. Se mantidas essas previsões, não há indicação de novas ondas de calor, o que contribui para reduzir os percentuais de expansão da carga. Estamos atentos a esse cenário, considerando também a possibilidade de precipitação abaixo da média em algumas bacias, como as dos rios Uruguai e Tocantins”, destaca Christiano Vieira, diretor de operação do ONS.
Para novembro, a expectativa é que os níveis de Energia Armazenada (EAR) mantenham um comportamento de redução, padrão esperado no mês que marca a transição entre os períodos seco e úmido. A exceção deve ser o Nordeste, cujo índice pode chegar a 49,7% ao final de novembro, o que representaria crescimento se comparado com o final deste mês. O Norte deve fechar o mês com o percentual mais elevado: 52,4%. Para os demais subsistemas, as projeções são as seguintes: Sul, 44,4%; e Sudeste/Centro-Oeste, 37,9%.
Os cenários prospectivos para a demanda de carga são de expansão no Sistema Interligado Nacional (SIN) e em duas regiões. O avanço no SIN é estimado em 0,7% (81.582 MWmed). Os dois submercados com perspectiva de crescimento na demanda de carga são o Norte, 8,3% (8.256 MWmed), e o Sul, 4,4% (13.989 MWmed).
O Nordeste deve apresentar estabilidade, sem queda ou avanço na carga: 0% (13.608 MWmed). Para o Sudeste/Centro-Oeste, a possibilidade é de redução na demanda em 1,4% (45.729 MWmed). Os números são comparações entre as estimativas de novembro de 2024 ante o verificado no mesmo período de 2023.
Com o inícioi do período úmido, a atendência de agora em diante é de redução do Custo Marginal de Operação (CMO). Já caiu para R$ 350,47, com o valor equalizado em todas as regiões.