Trump dá marcha à ré na energia e no clima
A Casa Branca emitiu na tarde desta segunda-feira, 20, um comunicado com as prioridades do começo de mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tomou posse hoje.
Separado em quatro partes, o documento trata de tornar a “América segura outra vez”, reduzir os preços e retomar o domínio do mercado de energia, “drenar o pântano”, em referência à política de Washington, e trazer de volta os “valores americanos”.
A presidência promete que libertará o setor de energia dos Estados Unidos ao “acabar com as políticas de extremismo climático de Biden”, e cita uma retirada do Acordo de Paris como uma medida nesta sentido.
“Vamos perfurar, baby, perfurar”, afirmou Trump nesta segunda-feira, 20, em referência a uma frase que tem repetido em que sinaliza os planos de liberar a perfuração de poços petrolíferos.
“O presidente Trump declarará uma emergência energética e utilizará todos os recursos necessários para construir infraestruturas críticas”, diz a publicação. A Casa Branca diz ainda que a nova administração buscará racionalizar a concessão de licenças e rever, para efeitos de rescisão, todos os regulamentos que impõem encargos indevidos à produção e utilização de energia, incluindo a mineração e o processamento de minerais não combustíveis.
“As políticas energéticas do presidente Trump acabarão com o arrendamento de enormes parques eólicos que degradam as nossas paisagens naturais e não servem os consumidores de energia americanos”, diz o documento.
A publicação diz que Trump anunciará a Política Comercial “America First”. Segundo o documento, os EUA não estarão “mais em dívida com organizações estrangeiras pela nossa política fiscal nacional, que pune as empresas americanas”.
Sobre as políticas de segurança, Trump “tomará medidas ousadas para garantir a segurança da nossa fronteira e proteger as comunidades americanas. Isto inclui acabar com as políticas de captura e libertação de Biden, restabelecer a permanência no México, construir o muro, acabar com o asilo para quem atravessa ilegalmente a fronteira, reprimir os santuários criminais e melhorar a verificação e o rastreio de estrangeiros”, diz o documento.
“A operação de deportação abordará as passagens recordes de fronteiras de estrangeiros criminosos sob a administração anterior. O Presidente está suspendendo a reinstalação de refugiados, depois de as comunidades terem sido forçadas a alojar grandes e insustentáveis populações de migrantes, prejudicando a segurança e os recursos”, afirma.
“As Forças Armadas, incluindo a Guarda Nacional, se envolverão na segurança das fronteiras, e serão destacadas para a fronteira para ajudar o pessoal existente na aplicação da lei. Trump iniciará o processo de designação de cartéis como organizações terroristas estrangeiras e utilizará a Lei dos Inimigos Estrangeiros para os remover”, aponta a Casa Branca.
O presidente Donald Trump também disse que o país pretende retomar o controle do Canal do Panamá. Em discurso logo após tomar posse, o republicano acusou os panamenhos de violarem a neutralidade do canal ao cobrar preços elevados aos americanos, incluindo a Marinha.
“E acima de tudo, a China está operando o Canal do Panamá e nós não o demos à China. Nós o demos ao Panamá. E nós o tomaremos de volta”, ressaltou o presidente ao discursar no Capitólio, em Washington D.C. Trump também anunciou, em sua fala, que mudará o nome do Golfo do México para “Golfo da América”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teceu duras críticas ao governo do agora ex-presidente Joe Biden, durante discurso de posse. O republicano disse que a gestão democrata era incapaz de resolver questões domésticas, como os incêndios florestais na Califórnia.
Trump prometeu “restaurar a competência” no governo, que vinha se recusando a defender a fronteira com o México de imigrantes, de acordo com ele. O novo presidente também afirmou que o sistema educacional estava ensinando os estudantes a terem vergonha do país e que isso acaba agora. “A partir de agora, o declínio da América termina”, disse.
O novo presidente americano também disse que sua eleição representa um mandato do povo americano para encerrar a “traição” que ele diz ter sofrido. “Fui desafiado e testado mais que qualquer presidente da história”, reclamou, ao dizer que o Departamento de Justiça não será mais usado “injustamente” contra inimigos políticos.
O republicano fez menção à tentativa de assassinato que sofreu durante a campanha. “Tentaram tirar minha liberdade e minha vida”, disse. “Fui salvo por Deus para fazer a América Grande Outra Vez”, ressaltou, em referência ao slogan da campanha.