Silveira não é um turista na Esplanada
Maurício Corrêa, de Brasília —
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, deve ter embarcado de novo para o exterior, nesta segunda-feira, 20 de janeiro. Sua Excelência tem compromisso em Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial. Não é para qualquer um.
Seria muita injustiça e tremenda sacanagem alguém imaginar que o ministro Silveira está viajando para aquele monte de neve, em Davos, arriscando-se a pegar uma gripe forte, apenas para tomar chocolate quente, comer excelente fondue e dormir num magnífico hotel, tudo às custas do Tesouro Nacional.
Silveira não precisa disso. Quem o conhece sabe que o ministro não precisa ficar viajando ao exterior com despesas pagas pelo Governo. Mais do que um tour turístico, o que move Sua Excelência é a vontade de servir bem o Brasil e tratar de assuntos mais do que relevantes para o País num fórum tão cheio de charme (e caro) quanto Davos.
Nesse evento, Silveira vai participar de painéis sobre a transição energética e as oportunidades geradas pela economia verde. Segundo a divisão de Imprensa do Palácio do Planalto, o ministro ainda irá participar de reuniões bilaterais e encontros com investidores. Só coisa importante para o Brasil. Quem conhece as grandes pautas de interesse nacional sabe que transição energética é um tema mais do que prioritário.
Críticos do ministro dizem que ele é o maior turista da Esplanada dos Ministérios. Mentira pura. Isso é apenas produto da inveja que atinge as figuras públicas.
É verdade que, na semana passada, Alexandre Silveira estava em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Mas ele estava numa agenda repleta de compromissos inadiáveis para o Brasil. Por exemplo: reunião da agência internacional da energia renovável (Irena) e discussões sobre a criação de uma grande governança global para a racionalização dos minerais críticos para a transição energética.
Ele também participou, no dia 15 de janeiro, em Riade, na Árabia Saudita, de um painel sobre “Segurança do Fornecimento de Materiais Críticos” do Future Minerals Forum, que reúne as principais empresas globais de mineração.
Tem muita gente que se esquece que Silveira tem agenda dupla. Além de cuidar com responsabilidade da área de Energia, tem a missão de tratar dos assuntos de mineração. É tanta coisa para fazer, que, na visão deste editor, ele deveria ter dois contracheques e ganhar em dobro.
Neste tour, desculpem, nesta viagem pelo Oriente Médio, o Brasil foi destacado como um dos líderes da transição energética global durante a 15ª Assembleia Geral da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena), no dia 12 de janeiro, em Abu Dhabi.
Nesta terça-feira, Silveira pegará firme na agenda em Davos. Depois, tem gente que fica dizendo, maldosamente, que o ministro de Minas e Energia fica pensando apenas na eleição em Minas Gerais, no próximo ano. Inveja mata.
Silveira pode viajar em paz e com a consciência tranquila. Entre as suas responsabilidades está aquela que diz que ele representa o Brasil nos compromissos internacionais da sua Pasta. E se existe um ministério em que o ministro pode se ausentar com absoluta tranquilidade, pois o secretário-executivo é uma fera, que domina todos os assuntos da Pasta e sabe tomar conta da Casa, bem, esse ministério é o de Minas e Energia.
Nós, brasileiros, que pagamos impostos e acreditamos na eficiência do Governo, sabemos que Governo bom e produtivo é assim. Ministro competente viaja, secretário-executivo competente assume interinamente e dá conta do recado. Não deixa nada para trás.
O Brasil está de parabéns. E nós, brasileiros, respiramos aliviados porque os nossos impostos estão sendo bem aplicados.